A arrecadação da Receita Federal no primeiro semestre bateu a marca recorde de R$ 379,491 bilhões. Em todos meses do ano a arrecadação foi recorde para o mês. Em junho, as receitas com impostos e contribuições federais somaram R$ 61,488 bilhões, com um crescimento real (acima da inflação pelo IPCA) de 8,54% sobre junho do ano passado e 0,61% ante maio deste ano.
O resultado da arrecadação em junho ficou abaixo do piso das previsões de 13 instituições financeiras consultadas pelo AE Projeções, que variavam de R$ 62,8 bilhões a R$ 66 bilhões, com mediana em R$ 64 bilhões. A série histórica tem início em 1995.
No ano, a arrecadação acumula crescimento de 12,48% ante o primeiro semestre de 2009. As receitas administradas pela Receita Federal somaram em junho R$ 60,211 bilhões. As demais receitas (administradas por outro órgãos) somaram R$ 1,277 bilhão. Apesar do crescimento recorde para o mês em junho, o ritmo de expansão da arrecadação perdeu fôlego no mês passado.
Em janeiro, a arrecadação das receitas administradas crescia num ritmo de 12,27%; fevereiro, 11,97%; março, 4,91%; abril, 14,50%; maio, 15,07% e agora 8,65%.
Arrecadação reflete desempenho da economia
O coordenador geral de Estudos, Previsão e Análise da Receita Federal, Victor Lampert, disse que a arrecadação federal segue refletindo o desempenho da economia. "A arrecadação tem tido boa aderência aos fatos econômicos", afirmou, explicando que outros fatores fora da atividade econômica não deram contribuição significativa para a arrecadação.
Em junho, as receitas administradas pela Receita tiveram crescimento real de 8,65%, bem abaixo dos 15,07% verificados em maio. O dado de junho têm sido mencionado nos bastidores, por técnicos do Ministério da Fazenda, como um indicador que confirma o cenário de desaceleração da economia. Apesar dessa análise, o coordenador da Receita negou que o resultado de junho demonstre uma economia em desaceleração, mas se recusou a entrar em detalhes.
"Não vou usar a arrecadação para explicar o comportamento da economia", disse Lampert, visivelmente irritado. Em determinado momento, diante da insistência dos jornalistas para que analisasse a arrecadação à luz da atividade econômica, ele chegou a se levantar da cadeira, ameaçando se retirar da coletiva de imprensa. Lampert só voltou a se sentar por recomendação da assessoria de imprensa. Ele disse que o secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, recomendou que ele não fizesse previsões e se restringisse a explicar o comportamento da arrecadação.
IR sobre rendimentos
A Receita Federal também informou hoje que a arrecadação do Imposto de Renda (IR) nos rendimentos de capital teve queda de 4,98% no primeiro semestre deste ano, em comparação com igual período do ano passado, somando R$ 11,4 bilhões.
O IR cobrado nas aplicações de renda fixa de pessoas físicas e jurídicas de janeiro a junho teve crescimento de 11,37% na comparação com igual período de 2009, somando R$ 4,7 bilhões. Já as receitas decorrentes de investimentos em fundos de renda fixa tiveram recuo de 13,13%, somando R$ 3,6 bilhões.
A arrecadação decorrente de operações de swap (contratos de troca) teve recuo de 69,9%, somando R$ 237 milhões. O imposto de renda incidente sobre operações de juros remuneratórios sobre capital próprio teve queda de 3,9%, somando R$ 1,7 bilhão.
Fonte: Valor Econômico.
O resultado da arrecadação em junho ficou abaixo do piso das previsões de 13 instituições financeiras consultadas pelo AE Projeções, que variavam de R$ 62,8 bilhões a R$ 66 bilhões, com mediana em R$ 64 bilhões. A série histórica tem início em 1995.
No ano, a arrecadação acumula crescimento de 12,48% ante o primeiro semestre de 2009. As receitas administradas pela Receita Federal somaram em junho R$ 60,211 bilhões. As demais receitas (administradas por outro órgãos) somaram R$ 1,277 bilhão. Apesar do crescimento recorde para o mês em junho, o ritmo de expansão da arrecadação perdeu fôlego no mês passado.
Em janeiro, a arrecadação das receitas administradas crescia num ritmo de 12,27%; fevereiro, 11,97%; março, 4,91%; abril, 14,50%; maio, 15,07% e agora 8,65%.
Arrecadação reflete desempenho da economia
O coordenador geral de Estudos, Previsão e Análise da Receita Federal, Victor Lampert, disse que a arrecadação federal segue refletindo o desempenho da economia. "A arrecadação tem tido boa aderência aos fatos econômicos", afirmou, explicando que outros fatores fora da atividade econômica não deram contribuição significativa para a arrecadação.
Em junho, as receitas administradas pela Receita tiveram crescimento real de 8,65%, bem abaixo dos 15,07% verificados em maio. O dado de junho têm sido mencionado nos bastidores, por técnicos do Ministério da Fazenda, como um indicador que confirma o cenário de desaceleração da economia. Apesar dessa análise, o coordenador da Receita negou que o resultado de junho demonstre uma economia em desaceleração, mas se recusou a entrar em detalhes.
"Não vou usar a arrecadação para explicar o comportamento da economia", disse Lampert, visivelmente irritado. Em determinado momento, diante da insistência dos jornalistas para que analisasse a arrecadação à luz da atividade econômica, ele chegou a se levantar da cadeira, ameaçando se retirar da coletiva de imprensa. Lampert só voltou a se sentar por recomendação da assessoria de imprensa. Ele disse que o secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, recomendou que ele não fizesse previsões e se restringisse a explicar o comportamento da arrecadação.
IR sobre rendimentos
A Receita Federal também informou hoje que a arrecadação do Imposto de Renda (IR) nos rendimentos de capital teve queda de 4,98% no primeiro semestre deste ano, em comparação com igual período do ano passado, somando R$ 11,4 bilhões.
O IR cobrado nas aplicações de renda fixa de pessoas físicas e jurídicas de janeiro a junho teve crescimento de 11,37% na comparação com igual período de 2009, somando R$ 4,7 bilhões. Já as receitas decorrentes de investimentos em fundos de renda fixa tiveram recuo de 13,13%, somando R$ 3,6 bilhões.
A arrecadação decorrente de operações de swap (contratos de troca) teve recuo de 69,9%, somando R$ 237 milhões. O imposto de renda incidente sobre operações de juros remuneratórios sobre capital próprio teve queda de 3,9%, somando R$ 1,7 bilhão.
Fonte: Valor Econômico.
Nenhum comentário:
Postar um comentário