A política do governo Dilma Rousseff tem se caracterizado pela estratégia de redução da alíquota de impostos federais para manter a economia aquecida no Brasil. Com a desoneração da folha de pagamento de vários setores e a redução da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializado (IPI) na comercialização de automóveis, por exemplo, a equipe do governo tenta evitar o colapso. Os resultados ainda não são positivos na visão dos especialistas, mas a atitude evitou uma tragédia na inflação e crescimento econômico.
“São medidas positivas, mas elas não são suficientes para mudar o clima da economia, melhorar o ambiente de negócio. Sem elas o desempenho seria pior ainda. Essas desonerações ajudaram a evitar uma situação pior do que ocorreu, mesmo assim o resultado da economia foi muito ruim. Este é um sinal de que não basta só a desoneração, precisa ter um amplo programa de investimentos”, analisa Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios.
Ao observar o comportamento do setor automobilístico, que foi beneficiado com a redução temporária de impostos, os economistas apontam a fragilidade das desonerações. Pela redução do IPI, o governo deixou de arrecadar cerca de R$ 2,8 bilhões em impostos. No momento da ação, o setor resistiu à crise, mas não se fortaleceu para a sequência.
“Esta política conseguiu vender mais automóveis no curto prazo, mas não criou um projeto com melhores condições para o setor industrial.Teria que criar um ambiente melhor de negócios, não só doméstico, como internacional. Por falta de competitividade, você não consegue exportar uma quantidade relevante”, ressalta Manuel Enriquez Garcia, professor de economia da FEA/USP e presidente da Ordem dos Economistas do Brasil.
As medidas de desoneração, que têm ocorrido com dois objetivos, manter a economia em crescimento e controlar a inflação, devem garantir um crescimento econômico em 2013 superior ao do ano passado segundo as estimativas, mesmo com a dificuldade de alguns setores.
“O crescimento do ano passado foi muito baixo, 0,9% em relação a 2011. A indústria já está um pouco melhor e talvez cresça perto de 3%, mas isso não é nada difícil, pois 2012 foi muito fraco. O problema é a taxa de inflação, que é o problema maior”, completa Garcia.
Enquanto a desoneração da cesta básica não chega ao consumidor, os economistas avaliam o reflexo da redução nas contas de luz, promovida pelo governo, em até 18% para as residên cias e 32% aos grandes consumidores. “Reduziu em 0,3% a inflação do mês, mas foi o que aumentou com o diesel. É uma mudança pontual. Esse desconto não vai ser ampliado no decorrer do ano. Não sabemos que benefício trará no longo prazo”, enfatiza Fábio Pina, assessor econômico da Fecomercio-SP.
Se as desonerações são criticas pelas incertezas futuras, é unânime que a redução dos impostos é necessária para a economia continuar aquecida. No entanto, espera-se uma política maior, que incentiva os investimentos. “Teve a desoneração da banda larga, mas é preciso uma ação mais abrangente para atrair mais investimentos ao setor”, afirma Alcides Leite.
Educação e etanol podem ser os próximos
Sem realizar uma reforma tributária, o governo federal deve continuar investindo na política de desonerações provisórias. A equipe econômica discute redução de impostos na educação, como ensino superior e médio. Outra medida possível é a desoneração do etanol para estimular a produção. “Parece que as únicas medidas que o governo utiliza são estas pontuais para a inflação não escapar do controle em 2013. Isso apenas vai represar os preços para outro momento. Não é uma política macroeconômica”, critica Manuel Enriquez Garcia, professor da FEA/USP. No entanto, o governo tenta evitar a ‘festa’ das desonerações. O Congresso quer acrescentar mais 33 setores na MP que desonera a folha de pagamento, o que não agrada ao Planalto, que prevê uma queda de arrecadação de R$ 53 bilhões em 2013 com as medidas já aprovadas. Em 2012, o governo federal deixou de receber R$ 46 bilhões em tributos. A.P
Fonte: Brasil Econômico.
“São medidas positivas, mas elas não são suficientes para mudar o clima da economia, melhorar o ambiente de negócio. Sem elas o desempenho seria pior ainda. Essas desonerações ajudaram a evitar uma situação pior do que ocorreu, mesmo assim o resultado da economia foi muito ruim. Este é um sinal de que não basta só a desoneração, precisa ter um amplo programa de investimentos”, analisa Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios.
Ao observar o comportamento do setor automobilístico, que foi beneficiado com a redução temporária de impostos, os economistas apontam a fragilidade das desonerações. Pela redução do IPI, o governo deixou de arrecadar cerca de R$ 2,8 bilhões em impostos. No momento da ação, o setor resistiu à crise, mas não se fortaleceu para a sequência.
“Esta política conseguiu vender mais automóveis no curto prazo, mas não criou um projeto com melhores condições para o setor industrial.Teria que criar um ambiente melhor de negócios, não só doméstico, como internacional. Por falta de competitividade, você não consegue exportar uma quantidade relevante”, ressalta Manuel Enriquez Garcia, professor de economia da FEA/USP e presidente da Ordem dos Economistas do Brasil.
As medidas de desoneração, que têm ocorrido com dois objetivos, manter a economia em crescimento e controlar a inflação, devem garantir um crescimento econômico em 2013 superior ao do ano passado segundo as estimativas, mesmo com a dificuldade de alguns setores.
“O crescimento do ano passado foi muito baixo, 0,9% em relação a 2011. A indústria já está um pouco melhor e talvez cresça perto de 3%, mas isso não é nada difícil, pois 2012 foi muito fraco. O problema é a taxa de inflação, que é o problema maior”, completa Garcia.
Enquanto a desoneração da cesta básica não chega ao consumidor, os economistas avaliam o reflexo da redução nas contas de luz, promovida pelo governo, em até 18% para as residên cias e 32% aos grandes consumidores. “Reduziu em 0,3% a inflação do mês, mas foi o que aumentou com o diesel. É uma mudança pontual. Esse desconto não vai ser ampliado no decorrer do ano. Não sabemos que benefício trará no longo prazo”, enfatiza Fábio Pina, assessor econômico da Fecomercio-SP.
Se as desonerações são criticas pelas incertezas futuras, é unânime que a redução dos impostos é necessária para a economia continuar aquecida. No entanto, espera-se uma política maior, que incentiva os investimentos. “Teve a desoneração da banda larga, mas é preciso uma ação mais abrangente para atrair mais investimentos ao setor”, afirma Alcides Leite.
Educação e etanol podem ser os próximos
Sem realizar uma reforma tributária, o governo federal deve continuar investindo na política de desonerações provisórias. A equipe econômica discute redução de impostos na educação, como ensino superior e médio. Outra medida possível é a desoneração do etanol para estimular a produção. “Parece que as únicas medidas que o governo utiliza são estas pontuais para a inflação não escapar do controle em 2013. Isso apenas vai represar os preços para outro momento. Não é uma política macroeconômica”, critica Manuel Enriquez Garcia, professor da FEA/USP. No entanto, o governo tenta evitar a ‘festa’ das desonerações. O Congresso quer acrescentar mais 33 setores na MP que desonera a folha de pagamento, o que não agrada ao Planalto, que prevê uma queda de arrecadação de R$ 53 bilhões em 2013 com as medidas já aprovadas. Em 2012, o governo federal deixou de receber R$ 46 bilhões em tributos. A.P
Fonte: Brasil Econômico.